Na consciencialização
do que é o ser humano na sua infinitude, complexidade e fragilidade, o Festival
Especial vem mostrar que, na diferença, todo o Homem tem dons. Resultado de
sessões de musicoterapia e outras áreas, aplicadas em diversos contextos,
certame é o resultado
do trabalho magnífico destes artistas que prometem aquecer o coração
do público!
Está
a chegar o festival mais Especial de sempre. No dia 14 de maio, pelas 15:30h,
crianças e jovens especiais, pelo seu físico e psicológico, são os
protagonistas da 8ª edição do Festival Especial, mostrando o seu enorme talento
e valor à comunidade no palco do Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de
Seia.
Organizado pela Câmara Municipal de Seia, o festival conta com
representações dramáticas e momentos musicais únicos, protagonizados por crianças e adultos da Casa de Santa Isabel, do Centro de Atividades
Ocupacionais (CAO) da Casa do Povo de Seia e da Fundação Aurora Borges e ainda,
por crianças autistas e portadoras de deficiência das unidades de ensino
estruturado do concelho.
O Festival terá ainda a participação especial do projeto musical “Ligados
às Máquinas”, nascido da atividade do departamento de música da APCC
(Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra), desenvolvida pelo musicoterapeuta
e diretor musical do grupo, Paulo Jacob. São nove instrumentistas, que
utilizando exclusivamente samples sonoros que eles próprios escolheram e
recolheram, deixam para trás a sua condição física e entregam-se à criação
musical. Um projeto sem paralelo no mundo, em que o pioneirismo performativo
surge suportado por uma determinação exemplar de não deixar as limitações
motoras impedirem o sonho da criação musical, contribuindo assim para uma
harmoniosa combinação de diferenças pessoais.
A
felicidade autêntica é a energia deste projeto, que teve
início em 2010 e resulta do acompanhamento musical levado a cabo pela Câmara,
através da Ludoteca Municipal, junto de instituições de ensino especial.
Estas sessões de musicoterapia têm sido desenvolvidas ao longo dos
últimos oito anos e têm revelado evoluções inegáveis na cumplicidade, interação
e comunicação das crianças e jovens. Assim, criaram-se alicerces para mostrar
ao mundo que a diferença não importa, revelando que não
há pessoas mais empenhadas e sinceras no que fazem. São elas que nos levam a
bater palmas até ao fim, sorrir e sobretudo nos deixam a lágrima no canto do
olho.
E o
que importa realmente? Não somos todos diferentes?
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