Marcelo Rebelo de Sousa exigiu ao
Parlamento que clarifique o apoio ao Governo e exigiu ao Executivo medidas com
impacto imediato. "O Presidente é antes de mais uma
pessoa", diz o PR, no início da sua mensagem, relatando a forma como
testemunhou as tragédias de Pedrógão e do último fim de semana. "Dezenas e
dezenas de testemunho de perdas de tudo", afi
rmou o presidente, para quem
as vítimas mortais "são um peso enorme na consciência" "O
fundamental é o que vai na alma dos portugueses", fez questão de dizer.
"A fragilidade existe e atinge os poderes públicos". E faz questão de
dizer: "Esta é a última oportunidade para levarmos a sério a
floresta".Pede que haja "uma convergência alargada" a nível dos
partidos para a resolução dos problemas, mas deixa recado ao executivo. O
presidente, disse, "espera que o governo retire todas as consequências do
que aconteceu".Marcelo não evitou a questão da moção de censura do Governo
que será votada no Parlamento: "Se há na AR há quem questione a capacidade
do Governo, que a Assembleia clarifique se quer manter ou não o governo",
disse. Num discurso duro, Marcelo afirmou que fazer reformas "a pensar no
médio ou longo prazo não significa convivermos com estas tragédias". E
deixou o recado: Onde existe fragilidade, ela terá de deixar de existir".Por
fim, o Presidente deixou um pedido de desculpas às vítimas dos incêndios.
Fonte: www.dn.pt
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